- Gráficos
- Clima do jogo
- Trilha sonora
- Movimentar-se pelas sombras
- Personagem limitada
- Jogabilidade
- Engine
- Sem novidades
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Desde que assisti ao primeiro trailer, a pelo menos um ano, estava esperando muito por este game e também esperando muito dele, mas apesar de ser bem interessante, Velvet Assassin não chegou nem perto das expectativas que acabei tirando do filme. |
No jogo você controla Violette Summer, uma sensual espiã assassina, viciada em morfina, que tem a habilidade de se mover de forma silenciosa nas sombras e pegar os inimigos de surpresa. Violette foi inspirada na verdadeira agente Violette Szabo, uma britânica que se infiltrou nas legiões nazistas que invadiram a Europa durante a Segunda Guerra Mundial e teve papel fundamental em diversos episódios deste confronto.
O jogo lembra um pouco franquias famosas como Metal Gear e Splinter Cell, com alguma dose de Assassin’s Creed, mas diferente dos protagonistas destes sucessos, Violette é lenta, delicada, tem pouca agilidade e nenhum dote atlético. Mesmo sendo uma bela jovem ela não usará sua sensualidade com arma, apenas suas habilidades com facas, pistolas e rifles.
As missões acontecem em plena Europa ocupada onde a personagem deixará um rastro de cadáveres nazistas pelo caminho. Na maior parte do tempo os ambientes são escuros, sinistros e sombrios, o que, além de dar um ar mais dramático para o jogo, facilita o deslocamento anônimo de Violette. Algumas vezes, porém, será necessário utilizar de um confronto mais pesado, usando armas de fogo ou mesmo se disfarçar de nazista para se infiltrar entre os inimigos.
A jogabilidade é bem limitada, mas suficiente para as habilidades da personagem. Como o grande trunfo de Velvet Assassin é se deslocar pelas sombras sem ser percebida, o jogo é bastante parado, com momentos curtos de ação. Essa falta de ação pode ser frustrante para quem gosta de jogos mais animados, além disso, as limitações da personagem às vezes irritam. Se Violette for descoberta, por exemplo, raramente conseguirá se safar viva, pois até mesmo correr com ela é complicado.
Por sorte (na verdade falta dela), a inteligência artificial dos poucos inimigos espalhados pelas fases é limitadíssima. Eles sempre andam pelos mesmos caminhos e poucos são capazes de perceber até mesmo um cadáver, deixado por Violette estirado no chão. Eles também não conseguem atravessar portas, subir ou descer escadas verticais, o que pode ser usado como modo de fuga, mas deixa o jogo estranho e limitado.
Em raros momentos, após ela tomar uma boa dose de morfina e ficar “doidona”, consegue pegar um inimigo mais afoito. Mas isso só acontece porque quando ela está sob o efeito da droga, o tempo praticamente para e os inimigos congelam. O efeito é bem curto, mas é possível melhorar essa e outras “habilidades” com a evolução do jogo, conforme a personagem vai recolhendo itens pelo meio do caminho, mas mesmo com a evolução, ela é bem limitada.
Além de se esquivar pelas sombras, Violette pode usar armas, mas a mira dela é lenta e bastante limitada e a não ser que ela mate o inimigo de primeira, normalmente acertando na cabeça, estará arrumando encrenca e dificilmente sairá com vida.
A câmera é muito bem posicionada, permitindo uma visão integral da personagem e dando uma excelente perspectiva dos cenários, além de facilitar muito na hora de visualizar a movimentação dos inimigos e traçar as estratégias de “eliminação”.
O jogo deixou uma sensação de ausência. Faltam muitas habilidades a Violette e principalmente agilidade. Alguns golpes, “voadoras”, pernadas e até socos completariam muito bem as habilidades da assassina.
As fases são extremamente lineares. Raramente há mais de um caminho para que as coisas sejam feitas. A interatividade dos cenários é suficiente para que a assassina execute suas missões. Abrir portas, ligar e desligar interruptores e arrastar algumas caixas para alcançar lugares mais altos é o máximo que se consegue de interação com os ambientes e objetos.
Os gráficos são razoáveis, mas tudo é muito limpo e quadrado. Algumas limitações da engine são perceptíveis e até atrapalham as estratégias de jogo. Há objetos cilíndricos como barris e colunas, mas ao rodeá-los percebe-se que são quadrados, uma limitação que a tempos deixou de existir em engines mais modernas.
Conclusão: Parece que ainda vamos ver muitos filmes e jogos baseados na Segunda Guerra Mundial, até porque os “auto-intitulados” politicamente corretos estadunidenses estão com a mania de “embarreirar” jogos baseados nos conflitos recentes do oriente médio, segundo eles, em respeito aos soldados que morreram nos confrontos.
“Legal! Muito patriótico! Mas e o respeito aos milhões que morreram na Segunda Guerra, inclusive os civis mortos pelas bombas atômicas lançadas sobre eles. Alias lançadas pela única nação que já fez isso? Mas deixa passar…”
No geral, apesar de limitadíssimo, o jogo me agradou, até porque as fases e missões são pouco repetitivas e há sempre algo novo para se fazer. Por isso, o jogo é recomendado para quem gosta do estilo “Stealth” e até tem sentido falta dele em jogos mais famosos.








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