- Visinhança aberta com muitas possibilidades de exploração
- Sims mais personalizáveis e com oportunidades de evolução
- Gráficos melhorados
- Poucas novidades em relação ao anterior
- Pacotes de expansão anterior incompatíveis
- Falta um modo online
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Já aviso que não tenho muito apreço por jogos casuais, simuladores, RPGs e jogos do gênero, então, apesar de já ter jogado The Sims 2 algum tempo atrás, para começar a escrever esta análise, precisei da consultoria de duas especialistas em The Sims: minha sobrinha e a prima dela. E a ajuda veio em boa hora, já que ter alguém “experiente” por perto ajuda bastante a iniciar no mundo dos Sims, que não é nada simples. |
Para começar, a quantidade de controles e comandos no jogo é imensa. As possibilidades de interação com NPCs, com o ambiente, com objetos, cenários e até com coisas normalmente inúteis em outros jogos, é surpreendente. Por sorte, o jogo está disponível em português e, como em outros títulos da EA, teve um excelente trabalho de localização e conta também com tuturias para quase todas as tarefas inicias que precisamos executar.
Como The Sims é que nem “mulher feia”: todo mundo pega, mas nega, vamos a um apanhado geral sobre as novidades da terceira versão em relação ao antecessor The Sims 2.
A principal mudança foi no ambiente das cidades que agora podem ser explorados livremente, seja a pé, de carro ou mesmo de bicicleta. Basta clicar em qualquer ponto acessível da cidade, mesmo que não haja aparentemente nada lá, que seu Sim vai se virar para chegar lá.
O novo formato deu mais vida para as comunidades e possibilidades de exploração bem interessantes. Agora, por exemplo, ao caminhar em terrenos vazios, é possível encontrar objetos, insetos, sementes e outras coisas estranhas que podem ser colecionadas ou vendidas, algumas têm um bom preço.
O jogo vem com apenas uma vizinhança, mas ao se cadastrar no site você baixa a segunda vizinhança e mais algumas bugigangas de brinde, além de ter acesso à comunidade oficial do jogo. Pode ainda compartilhar suas criações com outros jogadores e baixar as deles para o seu jogo.
Uma dica da minha sobrinha que vou experimentar: agora é até possível sustentar um Sim “vagabundo”, sem um endereço fixo, vivendo de esmolas e sobras de comida. Já que o ambiente é aberto, você pode deixar seu Sim mendigar e dormir nos bancos das praças, comer frutas e hortaliças colhidas de jardins alheios e até ganhar uma graninha pescando e vendendo objetos colecionáveis.
Outra mudança evidente foi na personalização do Sim: se na versão anterior as possibilidades já eram imensas, agora elas aumentaram principalmente no que diz respeito às habilidades, personalidade, interesses, anceios e possibilidades de evolução das pessoinhas que controlamos no jogo.
Porém essas novidades têm um preço: se você quer que seu Sim evolua para um nível social mais calmo, ganhando um bom salário, terá que trabalhar e dormir muito, e essa rotina consome a maior parte do tempo de jogo e pode tornar as coisas meio monótonas. Temos tanto a explorar, mas o tempo para se fazer isso é bem pouco. Quando você consegue atingir um bom nível econômico, já está na hora de morrer e ir morar no cemitério com outros fantasmas.
A dica aqui é criar uma família com filhos e deixar sua herança para que a próxima geração tenha mais tempo e dinheiro para “vagabundear” pelas cidades. Que coisa não?
Graficamente o jogo não mudou muito. Houve uma melhora perceptível, mas ela penas acompanhou a evolução “natural” do hardware dos computadores. Os traços dos Sims ficaram mais definidos e os efeitos de sombra, luz, água e a fluidez dos cenários são os destaques neste quesito.
Alguns objetos ainda são meio indefinidos e mal desenhados, já outros como os veículos, por exemplo, são cheios de detalhes e com reflexos do ambiente muito convincentes.
Achei uma limitação estranha o fato de não podermos ver dentro de alguns prédios comunitários, principalmente os locais de trabalho. Seria menos monótono se pudéssemos ver ou te controlar as ações de nossos Sims durante o trabalho.
O modo de construção, que pessoalmente acho a parte mais legal do jogo e que tenho mais intimidade, mudou muito pouco. Os retículos agora estão menores, permitindo um posicionamento mais natural e próximo para as coisas e evitando que os Sims fiquem reclamando porque não conseguem passar em algum canto.
Mas para quem instalou e experimentou a quantidade de objetos e itens de construção disponibilizados nas expansões de The Sims 2, vai ficar desapontado, pois a quantidade de objetos em The Sims 3 é bem limitada.
E as novidades acabam por aí! Sim, aparentemente os amantes dos Sims terão que coçar o bolso mais algumas vezes e começar tudo de novo…
Como se sabe, The Sims é uma das franquias mais famosas e rentáveis do mercado de entretenimento, ganhando até de clássicos do cinema e dá excelentes dividendos aos investidores da Electronics Arts, detentora dos direitos do simulador de pessoinhas. Mas ganhar dinheiro assim, com a vontade dos fãs da série em ver novidades e entregar pouca coisa é decepcionante.
Quem investiu pesado em TS2, gastou muito dinheiro, tempo de simulação e espaço de HD, comprou diversos ou até todos os pacotes de expansão para deixar seu jogo “completasso” se decepcionou bastante com TS3.
Tudo o que compramos e complementamos para o jogo anterior, se foi. Nenhum dos pacotes e nem mesmo os downloads da versão anterior são compatíveis com TS3. Claro que isso tem um único objetivo: vender milhões e milhões em novos pacotes de expansão que farão as mesmas coisas que os anteriores, só que agora, compatíveis com TS3.
A EA poderia pelo menos, manter parte dos incrementos dos pacotes anteriores como, por exemplo, “Vida de apartamento” que permitia que várias famílias morassem no mesmo lote, podia-se alugar apartamentos e até construir favelinhas em TS2. Outros como “Animais de estimação” e “Quatro estações” que trouxeram mais “realismo” para a franquia também poderiam estar presentes.
Tá ok! Pelo menos alguns pacotes de objetos, até porque, os últimos lançados para TS2 eram caros e limitados, não valendo o preço que se pagou por eles, poderiam vir “de brinde” em The Sims 3, mas como sempre, o dinheiro falou mais alto do que a diversão dos consumidores, tanto que a EA já anunciou que ainda este ano teremos as primeiras ferramentas e expansões para o novo jogo. Claro que precisaremos disponibilizar alguns trocados para isso!
A EA também ficou devendo muito nas possibilidades online do jogo. Dada a sua popularidade e principalmente formato, já está mais do que na hora do jogo partir de vez para o mundo online, com a presença de pessoas reais no controle dos Sims. Seria até uma forma mais correta de se cobrar pelo jogo original, limitando a pirataria.
Se em termos de novidades The Sims 3 não é lá grandes coisas em relação ao seu antecessor, parecendo mais um pacote de expansão do que um novo jogo, esta análise serviu para me mostrar uma coisa bem interessante: como funcionam as comunidades relacionadas a The Sims e o nível dos jogadores.
Passeando pela Internet, fica evidente a quantidade de sites e serviços independentes dedicados à franquia. Se os sites oficiais do jogo não servem para muita coisa, a não ser te obrigar a provar que seu jogo é original, as comunidades “The Sims” no Brasil e ao redor do mundo são um verdadeiro guia de jogabilidade, demonstrando a criatividade dos jogadores, as possibilidades escondidas no jogo e a quantidade de pessoas que se dedicam a ele.
Um fato interessante nestas comunidades é o baixo índice de “mau-educados”! Você entra em comunidades de TeamFortress 2 ou WOW, por exemplo e a cada 10 mensagens, pelo menos três tem palavrões, ofensas, são mau escritas ou arrogantes, isso quando o povo não entra em um ciclo de discussões sem sentido, fugindo do contexto principal. Não sei se foi sorte minha, mas nas comunidades de The Sims que visitei, a vontade de ajudar, de falar sobre o jogo e de demonstrar que gosta dele com educação e bom senso me impressionou.
Jogadores de outros títulos e estilos bem que poderiam usar isso como exemplo, porque, o que tem de gamer burro, ignorante (no mau sentido), arrogante e egocêntrico por aí, não está no gibi.
Concluindo, apesar das poucas novidades e da cara de pacote de expansão de The Sims 3, o jogo é divertido, viciante, animado, cheio de possibilidades de interação e mais colorido do que nunca. Se você tem R$100,00 sobrando, vale à pena conhecer as novas vizinhanças de The Sims 3.
Mas se não está com pressa, espere o preço cair um pouco e aproveite as promoções de The Sims 2, porque a relação “custo x diversão” dele ainda é bem melhor que a de a de TS3.
Boas simulações…











Um comentário para este post
Olá!
Já fui aficcionada pela franquia THE SIMS e o 3 foi um misto de “WOW! QUE MASSA ISSO” e “NOSSA.. PODIAM TER MELHORADO ISSO AQUI”.
Mas, no geral, o game me agraodu,
Achei bastante pertinente quando você comentou que crescer profissionalmente consome uma parte imensa e deixa tudo um pouco monótono, porém, para não morrer, existe a opção de desativar o processo de envelhecimento!
O game é legal, os gráficos estão melhores, mas o 2 realmente traz mais diversão…
A primeira expansão do 3 está saindo ainda esse ano e seu objetivo é explorar alguns países, como por exemplo, o Egito…
Acho que podia ser muito melhor e mais real, trazendo os bichinhos de estimação e se adaptando mais ao mundo real…
Muito boa sua análise!
Abraços.
Hertha
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