- Cenários claros
- Jogabilidade simples
- Ambientação nos filmes
- Curto demais
- Muito linear
- Fácil demais
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Desde que a Skynet adquiriu alto nível de inteligência e as máquinas começaram a se replicar, as coisas não andam muito boas para John Connor. Mas o líder da resistência contra o extermínio da humanidade e o domínio das máquinas está de volta e dessa vez você o controlará em um novo game. |
O “Exterminador do Futuro” é uma das franquias mais conhecidas dos cinemas, não que os filmes sejam o máximo em termos de ficção, ainda mais com a interpretação do bombado Arnold Schwarzenegger nos primeiros longas, afinal, para um ator até que ele é um bom governador (Desculpe, mas não resistí!
). Depois de 3 filmes, uma série de TV e vários games para diversas plataformas, vem ai o quarto longa metragem da série, “Terminator – Salvation” ou em português do Brasil “O Exterminador do Futuro – A Salvação”, lançado por aqui em junho de 2009.
E para comemorar o mais novo lançamento da franquia, a Warner Bros, que detém os direitos da saga, lançou também um jogo de tiro em terceira pessoa contando com o líder da resistência como personagem principal, da mesma forma que no novo filme.
O jogo se passa em algum momento antes da narrativa do filme, quando Connor era apenas um combatente comum da resistência. Ele se rebela contra seus comandantes e parte com uma pequena equipe para salvar alguns resistentes que foram deixados para trás. Nessa empreitada suicida ele terá que enfrentar um vasto exército de bots muito bem armados e blindados.
Mais uma vez temos uma tentativa de imitar a jogabilidade de Gears of War, um clássico em termos de tiro em terceira pessoa. Mas, apesar de o jogo ter seus momentos interessantes, na maior parte do tempo fica só na tentativa mesmo.
Da mesma forma que nos filmes, o mocinho é praticamente invencível e mesmo enfrentando máquinas medonhas e poderosas, você se sairá muito bem ao controlá-lo. Até mesmo seus companheiros de batalha que são imbecís totalmente desprovidos de capacidade mental serão invencíveis e se não te ajudam muito, pelo menos não atrapalham…
Graficamente o jogo é até agradável, apesar da simplicidade e da repetição dos ambientes. Difenrente dos filmes, a maioria dos ambientes é bem iluminado e com cores bem definidas. Mas não espere um primor de acabamento, é só mais um jogo que serve para divulgar um filme. – Ou será que o filme é serve para divulgar o jogo?
Tudo é muito claro, definido, curto, rápido e rasteiro. As fases são simples demais e completamente lineares. Os inimigos são facilmente derrotados, ainda mais porque o herói conta com um arsenal que deixaria Mister Arnold com as bochechas rosadas.
A jogabilidade segue o padrão deste estilo de jogo. O negócio e correr, se escorar atrás de algum objeto do cenário estratégicamente posicionado e atirar bastante sem se preocupar com o fim da munição já que seus companheiros têm um estoque infinito para lhe ceder.
Cada inimigo tem seu ponto fraco que uma vez descoberto, não há modelo 101–800 ou T-1000 que fique de pé por muito tempo. A animação inicial da batalha faz com que o jogador tenha vontade de continuar jogando, mas a repetição dos inimigos e a facilidade com que são eliminados logo tornam tudo monótono.
Para completar, o jogo é extremamente curto, podendo ser terminado em apenas uma sessão de final de semana, mas se você curte os elementos ficcionais da franquia, em especial a inexplicável cabeça de caveira dos exterminadores, com seus olhos vermelhos, dentes brilhantes e armas arrasadoras, vale à pena perder uma sessão da tarde para jogar.
Há um modo cooperativo onde duas pessoas jogam ao mesmo tempo mas, como é de praxe no caso do PC, é necessário ter um controle adicional para o segundo jogador.
E antes que eu esqueça, os menus e as legendas estão muito bem localizados para português do Brasil, o que é muito bom para quem domina pouco o idioma do Obama. Que venham outros jogos tão bem localizados quanto este!
Bons extermínios…








2 comentários para este post
É! Essa história de fazer games baseados em filmes, nunca funciona bem.
O pessoal tem reclamado da pouca variedade de inimigos. Tem umas Vespas da Skynet que perturbam o jogo inteiro. Um outro problema, na versão dos consoles (ñ sei se é assim no PC tb), os momentos de ação são curtos e constantemente interrompidos por vídeos que ñ podem ser cortados. Se vc morrer 5x numa determinada fase, terá que assistir a mesma animação 5x.
Me parece que a única versão de filme para jogo que está dando conta do recado é a do “X-Men Origens: Wolverine”. Mas como ainda ñ coloquei minhas mãos nele… ñ posso garantir.
cris77tiano,
Concordo plenamente. Não só os inimigos, mas os cenários também são muito repetitivos e as “cutscenes” são chatíssimas.
A análise de “X-Men Origens: Wolverine” está para ser liberada, ainda estou terminando o jogo e breve saberás o que achei!
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