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Análises    Tiro em 3ª pessoa    Damnation

Damnation

Por Luferat em 28 de maio de 2009 às 17:04.

Nossa avaliação
Pontos positivos:
  • Enredo com alguma inovação
  • Cenários simples mas bem feitos
  • Modo cooperativo online
Pontos negativos:
  • Rederização dos persoagens ruim
  • Falhas de textura
  • Jogabilidade Péssima
Damnation Imagine-se em um tempo alternativo, durante a guerra civil estadunidense, mas pensando em um cenário parecido com o de “Exterminador do Futuro”, onde as máquinas dominam a paisagem e estão na iminência de dominar a nação, controladas por Prescott, um sádico contrabandista de armas cujos planos incluem manter a guerra pelo maior tempo possível e assim lucrar com a venda das armas e máquinas de guerra…

Damnation se situa mais ou menos neste contexto, com uma jogabilidade em terceira pessoa que tenta lembrar “Gears of War”, mas cheia de diversos elementos que estamos cansados de ver naqueles filmes “enlatados” estadunidenses que passam na sessão da tarde. Inclusive, o jogo lembra um pouco o filme “As Loucas Aventuras de James West” com aqueles maquinários esqueléticos, rebuscados, barulhentos, cheios de arrebites, de parafernálias penduras e soltando vapor pelas emendas.

No jogo você faz parte de um grupo de aventureiros que quer se dar bem com a guerra trabalhando para “o lado mais fraco”. O jogador controla Hamilton Rourke, um pistoleiro que quer se vingar de Prescott, responsável pela captura, tortura e provável morte de sua esposa.

Damnation
“- Que cara feio!”

Em suas aventuras em busca de vingança Rourke conta com um arsenal bastante interessante que varia desde pistolas e armas de dardos até rifles de precisão, metralhadoras arrasadoras, canhões e armas lazer. Mas não se empolgue muito, pois em algumas batalhas a munição será bem limitada e você pode se ver obrigado a dar uns socos e chutes, escalar paredes, escadas e bordas de precipícios para se livrar dos inimigos ou pegá-los de surpresa.

Além das armas existem alguns veículos como motos literalmente turbinadas, veículos voadores e tanques blindados, tudo com aquele ar “Art Déco” típico da história estadunidense que qualquer adolescente e playboy de classe média brasileiro conhece melhor que a “História do Brasil”.

O enredo é interessante, os cenários históricos, os personagens são carismáticos, mas vamos ao que interessa: a prática do jogo!

Os cenários são simples demais e contam com poucos detalhes. São na maior parte do tempo ruínas e barracões velhos onde não há muita coisa com que se possa interagir. Em ambientes mais abertos há uma proposital perda de resolução onde objetos a longas distâncias ficam embaçados, certamente com o objetivo de economizar poder de processamento.

Damnation
Cenáros perdem o foco à longas distâncias.

A renderezição dos personagens é bem fraca, com poucos detalhes e constantes estouros nas texturas que fazem os personagens enfiarem as mãos e pés dentro das paredes e outros objetos. Durante as cenas não interativas, percebe-se que os personagens, principalmente Rourke, são bem feios, atarracados e sem expressão.

Os veículos usados pelo personagem também são no mínimo estranhos, sem definição e com uma movimentação bem irreal. A moto, por exemplo, não tem guidom e parece que as rodas são fixas, apesar dela fazer curvas durante o jogo!

A câmera do jogo é em terceira pessoa, posicionada bem atrás do personagem principal, o que dá boa visão da ação que acontece em volta, mas no posicionamento automático, a câmera se perde, o que confunde o jogador, mas conforme o jogo avança nos acostumamos com ela.

A movimentação do personagem é confusa e imprecisa e isso se reflete no sistema de mira que é terrível. As armas mais simples como a pistola são mais fáceis de usar do que as mais poderosas e se a mira é ruim, a inteligência artificial dos inimigos – eu disse dos inimigos – é até mediana, o que dificulta ainda mais os combates, pois alguns deles podem se esconder, se proteger atrás de objetos e se movimentar rapidamente, tornando difícil matá-los de primeira.

Damnation
Veículos estranhos, muito estranhos!

O controle dos veículos não foge à regra. Apesar dos comandos simples, a dirigibilidade é muito ruim e não é incomum, mesmo com o treinamento, você acertar uma parede ou cair em um abismo.

Se a inteligência dos inimigos é perceptível, o mesmo não se aplica aos seus companheiros. Os caras são completamente “tapados”, se posicionam muito mal, por vezes atrapalhando sua mira, se jogando na frente dos inimigos, ficando perdidos e simplesmente não tem mira. Por diversas vezes é necessário ficar “caçando” seus aliados pelo cenário para salvá-los, se arriscando perante os inimigos.

A tela de jogo é muito limpa e só mostra as informações essenciais, mas infelizmente o sistema de ajuda que dá dicas de teclas e ações a serem feitas para executar uma tarefa, bagunça tudo. O que serviria para ajudar acaba atrapalhando muito, pois as mensagens aparecem em uma tarja preta enorme que por vezes ocupa quase 1/3 da tela, ocultando completamente a visão central do cenário. O sistema também é inconveniente, já que sempre aparece em momentos de combate mais intenso. A ajuda pode ser desligada, mas será uma perda para quem ainda não adquiriu intimidade com o sistema de jogo.

Os cenários são grandes e por vezes existem vários caminhos a serem seguidos, muitos locais onde se proteger e itens especiais, munição e armas para coletar. Mesmo assim não há como se perder já que o caminho certo é normalmente sinalizado por setas e pelos seus aliados que ficam “estatelados” na sua frente, com o dedo apontando para o objetivo.

Damnation
Você ganhará poderes paranormais.

No quesito som, os efeitos de explosões e tiros são simples demais, nada muito cinematográfico, inclusive visualmente falando. Os diálogos entre os personagens são um pouco confusos e fora de sincronismo, mas são suficientes para acompanhar a trama fraca sem problemas. Já a trilha sonora é bem “padrão” em relação a outros títulos do mercado.

No geral Damnation é fácil, com tarefas bem repetitivas, não é muito longo e apesar de ser “jogável”, não traz nada que torne interessante jogá-lo mais de uma vez. É só mais um jogo que vai passar meio desapercebido, não trás nada de muito excepcional fora a ambientação que é pouco explorada nos games. Infelizmente muitos fatos interessantes do enredo serão familiares apenas para quem conhece a história estadunidense.

Mesmo com os “probleminhas”(?) ele é recomendado, mas só por causa dessa época de lançamentos sem graça e limitados pela crise econômica.

Dados do post:

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2 comentários para este post

zébedeu, em 15 de junho de 2009 às 16:01, escreveu:

O jogo mesmo tendo tantos problemas tecnicos não deixa de impressionar quem está só acostumado a PS2 e Wii.

Eu particularmente achei muito gostoso de jogar devido em grande parte ser exploração de cenário e descobrir como se faz para se chegar até determinado lugar. Na minha opinião o defeito dos cenários é ter pouco movimento. Por exemplo o jogo do Wolverine usa a mesma base (engine) mas as fases de selva são lindas, até a cachoeira quase na linha do horizonte se percebe movimento, pássaros, vento etc.

 
carlo, em 14 de dezembro de 2009 às 9:32, escreveu:

esse jogo é muito bom…

 
 

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