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Code of Honor 2: Conspiracy Island

Por Luferat em 12 de setembro de 2008 às 16:28.

Nossa avaliação
Pontos positivos:
  • Roda em PCs mais modestos e até com vídeo onboard
Pontos negativos:
  • Gráficos ultrapassados
  • Jogabilidade ruim
  • Som péssimo
  • Armas desiquilibradas
Os comandos French Foreign estão de volta nesta segunda versão de Code of Honor. Desta vez, você terá que se livrar de uma organização terrorista que dominou uma ilha das Guianas Francesas, Ilê Royale que contém um reator nuclear experimental. Como membro da French Foreign você terá acesso à diversas armas e estratégias de combate para cumprir com sua valorosa missão.

Ah nossos games prediletos e suas continuações toscas…

Para quem jogou Code of Honor: The French Foreign Legions há muito tempo atrás, e gostou do game, eu sugiro que não perca muito tempo com essa nova versão. Se não jogou, pode até experimentar.

Gráficos ruins, muitas interrupções, linearidade extrema e um sistema de som digno de vitrola velha dão o contexto deste jogo. Talvez, devido aos atrasos no desenvolvimento ou por medo de concorrer com nomes como Crysis e companhia, o game tenha sido lançado só em 2008, mas deveria ter sido bem antes.


Texturas ruins e tudo muito escuro

A história e a jogabilidade batidas também não contribui para o sucesso do título que, com certeza, passara bem despercebido.

Os gráficos são péssimos e o suporte a resoluções mais altas é muito ruim. Tudo é muito quadrado, limitado, com texturas irregulares e indecifráveis e não há suporte para modos widescreen. Talvez para esconder a qualidade ruim, tudo é muito escuro e sombrio, o que não contribui em nada para a trama estabelecida para o game.

Mas o fato de ser escuro não melhora a péssima jogabilidade, pois, mesmo dentro de cavernas escuras e barulhentas, os inimigos te avistam com muita facilidade. Você nem bem virou uma curva e eles já estão atirando. Mesmo se arrastando por trás das rochas eles te localizam facilmente e te detonam. Para quem se acostumou com as possibilidades de camuflagem de games militares mais modernos, isso é decepcionante.

Outro incomodo são as constantes interrupções para os diálogos. No começo, praticamente a cada nova sessão da caverna, justamente durante a empolgação da emboscada, há um interrupção para que os personagens fiquem fofocando. Os vídeos também são longos demais, com muito bate-papo por rádio e não há como pulá-los.


Jogabilidade: muita falação e pouca ação.

Os caras vivem com a mão no ouvido estilo “militar machão surdo”. Nunca ouviram aquela máxima dos filmes militares? “Silêncio no rádio, por favor!” Talvez seja por causa da grande falação que os inimigos te localizam facilmente…

Além disso, os vídeos terminam de forma estranha e sem sincronismo, como por exemplo, o comandante dando uns berros tipo “Go! Go! Go!”, como se fosse para sair correndo atirando em todo mundo, mas em vez disso ainda se passam vários segundos, com um olhando para a cara do outro, até que a ação se inicie. Nesse momento a empolgação dá lugar à frustração.

Os mapas, além de escuros, são totalmente lineares. Você passa o tempo todo como um camundongo em um corredor contínuo, escuro e sujo. Ambientes abertos não existem e o máximo que você consegue é ver o azul do céu de vez em quando.

A inteligência artificial é ruim e os inimigos tendem a se jogar sobre você. A precisão das armas deles é impressionante. Praticamente todos os tiros acertam em você. Suas armas, em contrapartida, são horríveis e desequilibradas. Nem pense em usar o “sniper” para abater inimigos à distância. Você precisará de muitos tiros para eliminar cada um, sempre sobre intenso tiroteio.


Não dá para distinguir de onde vem alguns sons

Tudo que está descrito acima é até aceitável por alguns minutos, mas o que estraga tudo de vez é o som. Não bastasse a trilha sonora tipo “rock ruim”, quando os inimigos falam, mesmo que de longas distâncias, parece que estão ao seu lado. As vozes usadas nas dublagens são forçadas demais e parecem que foram quase todas feitas pela mesma pessoa.

Explosões, tiros, motores, gritos, tudo distorcido demais e até indecifráveis em um sistema 5 x 1.

Não recomendo o jogo para quem já teve experiências na área de COD4, Half-Life 2, Bioshock, Crysis, etc. pois as comparações serão constantes.

Como disse antes, o jogo chegou muito atrasado ao mercado. E espera-se que isso seja uma tendência, já que, só agora as pequenas gamehouses estão conseguindo por à frente projetos muito atrasados e depois da fantástica safra de games de 2007, todos estes “lançamentos” já estarão defasados…

Guarde seus suados reais do mês para algo melhor…

Dados do post:

Conteúdo publicado originalmente no Siris Games com todos os direitos reservados ao site e ao autor do conteúdo.
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Um comentário para este post

Diler, em 21 de setembro de 2008 às 23:26, escreveu:

Huahuahuahua. Pelo que você falou e pelas imagens vou passa longe desse jogo.

 
 

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