Siris Games

Análises    Tiro em 1ª pessoa    Clive Barker’s Jericho

Clive Barker’s Jericho

Por Luferat em 9 de setembro de 2008 às 23:04.

Nossa avaliação
Pontos positivos:
  • Gráficos bem feitos
  • Boa jogabilidade
  • Enredo atraente
Pontos negativos:
  • Interrupções não interativas
  • Interrupções semi-interativas
  • Sons medianos
  • Excesso de fog
  • Linear
Jericho foi escrito por Clive Barker, o mesmo de filmes de terror famosos como “O Mestre das Ilusões” e “Hellraiser”. E ele trás para os games o mesmo clima macabro e sangrento destes filmes, completando a trama com estratégia militar e combate contínuo.

Jericho é um esquadrão de elite composto por agentes muito especiais. Cada um deles conta com poderes místicos e militares próprios que serão essenciais no andamento do game. Sua missão é comandar esta equipe bem diferente e investigar estranhos acontecimentos no oriente médio, mas chegando lá, a coisa é muito pior do que parece…

Assim, se inicia o enredo do game de tiro em primeira pessoa que conta com um visual sujo, destruído e sombrio, com momentos de muitos sustos e combates intensos contra seres indescritíveis.


Inimigos tenebrosos e muito fortes

Durante o game você viajará por várias épocas na tentativa de derrotar o mal supremo e salvar a humanidade, e precisa contar com os poderes especiais de cada combatente.

Os gráficos são muito bons, apesar do excesso de “fog”, onde, objetos mais distantes parecem desfocados ou deformados, o que até contribui um pouco para a atmosfera do game. Ruínas, cadáveres e muito sangue são presença constante com um brilho aterrador, espaços escuros e claustrofóbicos. A lanterna será usada constantemente e será essencial em alguns combates na escuridão.

As armas de fogo são as tradicionais, algumas bem fraquinhas e outras mais poderosas, só que cada personagem carrega a sua e você não poderá trocá-la a não ser que troque de personagem também. Os poderes especiais de cada um complementam o poder das armas. Durante as fases, textos de ajuda orientam o jogador a dominar esses poderes.

A jogabilidade é muito boa, com comandos precisos e respostas rápidas, mas as interrupções constantes para bate-papos entre os personagens são irritantes e ficam mais longas e constantes conforme o jogo se desenrola. Para quem gosta de combates, pode ser um tanto decepcionante.

Outra coisa chata são as partes “semi-interativas”, onde a ação ocorre e você tem que ir pressionando as teclas conforme aparecem na tela. Vários jogos atuais estão usando esse recurso que eu, pelo menos, odeio.


Seus piores pesadelos virão à tona.

Fora esses contratempos, o game é excelente. Os monstrengos não são lá muito inteligentes, mas são muito difíceis de eliminar. A dificuldade, aliás, é bem alta, mesmo no modo “normal”. Alguns seres necessitam de bastante tempo, correria e tiros para serem derrubados, já outros obrigam que o personagem use seus poderes místicos em conjunto com as armas de fogo.

Outra dificuldade é a capacidade que alguns “bichinhos” têm de ressuscitar seus companheiros, o que nos força a identificar e eliminar esses inimigos primeiro para, só depois, partir para os outros.

Infelizmente, os caminhos são muito lineares, sem alternativas ou espaços para explorações secundárias. Você dificilmente se perderá no caminho e os “puzzles” ou quebra-cabeças e resolução de enigmas também são escassos deixando claro que o foco é combater.

O comando da sua equipe é razoavelmente simples. São dois grupos, Alpha e Ômega, controlados pelas teclas numéricas do teclado e pelo scroll do mouse. Basicamente teremos “pare” e “ataque” para cada um.

O jogo é razoavelmente “pesado”, exigindo um hardware à altura. Mas mesmo com uma GeForce 8500 de 256 Mbytes em um Pentium 4 de 3.4 GHz e 2 Gbytes de RAM foi possível rodar com quase tudo no máximo.


Atmosfera sangrenta de Clive Barker

Não há modo de jogo em rede, mas é necessário se conectar a Internet para ativar o jogo o que, aliás, está se tornando regra.

Lançado no final de 2007, em meio a grandes títulos como Call of Duty 4, Bioshock, MoH: Airbone, Episode Two e Crysis, entre outros, Jericho acabou obscurecido e não vendeu bem, o que pode ser interessante pois podemos encontrar o game em promoções e pontas de estoque à preços bem interessantes para o nível do título.

Concluindo, para quem gosta de games de tiro difíceis, com ênfase no terror, com estratégias militares e com muitos combates, Clive Barker’s Jericho é altamente recomendado.

Dados do post:

Conteúdo publicado originalmente no Siris Games com todos os direitos reservados ao site e ao autor do conteúdo.
Cópias não são autorizadas.
 

2 comentários para este post

Diler, em 21 de setembro de 2008 às 23:25, escreveu:

Demoníaco. Hehehe!
Sabe se esse jogo tem alguma coisa a ver com o seriado Jericho que passa na TV por assinatura?

 
Luferat, em 25 de setembro de 2008 às 18:51, escreveu:

Não, não tem.

A série “Jericho” passa(va) na CBS, AXN aqui no Brasil. Já cheguei a ver mas não sou fã dessas séries “echendo lingüiça” tipo Lost(a) onde as pessoas andam, falam, andam, falam, andam, falam, andam, falam, andam, falam, andam, falam, andam, falam, andam, falam, andam, falam, andam, falam, andam, falam, andam e a série nunca tem um fim.

Ai, um certo dia, os telespectadores ficam de saco cheio e param de assistir. Então os executivos cancelam a porr@ toda, colocam outra “encheção de linguiça” no lugar e a história continua sem um fim…

Parece até MMORPG medieval. :-P

 
 

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