- Acompanha 1º jogo
- Jogabilidade boa
- Efeitos de luz
- Combates intensos
- Gráficos exagerados
- Linear demais
- Personagens sem carisma
- Enredo fraco
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Além de aparecer em dois filmes que fizeram bastante sucesso e em alguns desenhos animados, Riddick, o fortão “furiano” interpretado por Vin Diesel também demonstrou suas capacidades no recomendado “The Chronicles of Riddick: Escape from Butcher Bay”, um game lançado em 2004, jogado em primeira pessoa, com estilo “stealth” onde o objetivo era fugir de uma prisão, usando astúcia, se escondendo nas sombras e, na maior parte do tempo, derrotando os inimigos não mão, já que as armas eram bem escassas no jogo. |
Mas se “Escape from Butcher Bay” mostrava um estilo mais “RPG”, baseado em diálogos e explorações, neste novo jogo, “The Chronicles of Riddick: Assault Dark Athena” nosso anti-herói está muito mais armado, violento e com pouco papo.
“Assault on Dark Athena” começa um pouco depois de onde termina “Escape from Butcher Bay”. Riddick está em uma nave de fuga que é capturada por um grupo de mercenários à bordo de uma grande nave chamada “Dark Athena”. Na tentativa de fugir, ele enfrentará poderosas forças armadas compostas de humanos, drones mutantes e blindados. Tudo isso muito bem munido de armas de fogo e de energia cada vez mais poderosas que vão sendo coletadas no meio do caminho.
Diferente de “Escape from Butcher Bay”, Riddick terá munição de sobra para destroçar os inimigos, além das habilidades já vistas no primeiro jogo: se esconder nas sombras, pegando os inimigos de surpresa e a capacidade de enxergar no escuro, habilidade conseguida também em Butcher Bay.
O enredo não é lá grandes coisas, mas, para quem conhece a saga, ajuda bastante na imersão no universo violento do personagem. Mesmo com diálogos simplistas e a interpretação sêca de Vin Diesel, dá para ter alguma idéia do que está acontecendo além dos tiros e mortes violentas.
Tecnicamente o jogo é até interessante, mas não espere nada de extraordinário. Os cenários são bem limpos e exageradamente futuristas. Cheios de ressaltos, caixas, tubos e luzes de utilidade desconhecida, bem típicos da franquia. Mas tem variações entre áreas claras e escuras bem equilibradas, com ambientes abertos e com iluminação convincente.
Os efeitos de luz e sombra são bons, apesar do jogo não vir com grande parte deles ativado por padrão. É necessário perder algum tempo nos menus até achar as configurações ideais de jogo, principalmente para quem tem monitores widescreen e não quer ver os personagens achatados.
A interatividade com o ambiente está limitada a botões, portas, elevadores e algumas janelas de vidro que podemos quebrar. Tudo é muito limpo, grande e linear, justamente para evitar que o personagem encoste em alguma coisa que naturalmente se moveria. A renderização dos personagens, apesar de repetitiva, é boa. Somente os rostos e olhares sem emoção podem incomodar um pouco, mas isso já é tradicional na maioria dos jogos.
A jogabilidade é de média para boa e acontece quase o tempo todo em primeira pessoa, exceto quando Riddick precisa interagir com algumas coisas como as recargas de saúde e quando ele escala paredes, escadas e caixotes, nestes momentos a visão é em terceira pessoa.
O jogo é bem longo, fácil e sem complicações extremas para ser finalizado. Os comandos simples e as poucas teclas usadas para controlar o personagem ajudam nos combates e raramente nos vemos presos em um canto qualquer, sem ter como se mover. Já a mira é um pouco lenta e os combates corpo-a-corpo são estranhos e caóticos, dada a proximidade da câmera em primeira pessoa.
A inteligência artificial é bem padrão, com os inimigos sempre posicionados no mesmo lugar e demonstrando movimentos previsíveis. Alguns até conseguem se esquivar dos tiros, mas a maioria quase implora para morrer. A repetição dos inimigos pode ser um pouco maçante, mas a mudança de ambientes, o desenrolar rápido das fazes e o equilíbrio entre eles torna o jogo menos cansativo.
A trilha sonora acompanha o clima do jogo, mas os diálogos dos personagens são fracos, com uma interpretação ruim e dublagem fora de sincronismo, o que já era observado no primeiro jogo.
Por falar nisso, além de “Assault on Dark Athena” ser bastante extenso, no pacote você encontrará “Escape from Butcher Bay” também, e caso não tenha apreciado o primeiro jogo, poderá fazê-lo. Mas já aviso que ele é bem longo, mas com poucos momentos de combate mais intenso.
No geral, para quem é fã do fortão “sem graça”, gosta de jogos em ambientes futuristas, de atirar muito, falar pouco e não está muito interessado no enredo, “The Chronicles of Riddick: Assault Dark Athena” vai agradar, mesmo não sendo uma super produção. O fato de “Escape from Butcher Bay” vir de brinde no pacote só valoriza mais ainda o conjunto.
Vale lembrar que o próprio Vin Diesel é produtor da série e investiu pesado nos dois games!
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